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Tecnologia

Desbloqueio do PS5 avança e emulação no PC ganha novo fôlego

O jailbreak Relapse amplia a janela de firmwares vulneráveis. Em paralelo, projetos experimentais começam a explorar a emulação do PS5 no computador — ainda longe de apertar play e jogar.

Por Redação Zunido · · 4 min de leitura

Escritório gamer com consoles PlayStation, computador e várias telas
Foto: Setupx3D / Pixabay · Licença Pixabay

Em 1 minuto

  • O exploit Relapse permite jailbreak em PS5 e PS5 Pro com firmware entre 7.00 e 13.60; a versão 14.00 fica de fora.
  • Com o console aberto, dá para rodar homebrew, modificações e emuladores — mas atualizar o sistema costuma fechar a porta.
  • No PC, o SharpEmu já carrega executáveis de jogos de PS5 de forma experimental; a experiência jogável ainda não chegou.
  • A emulação de PS4, com o shadPS4, segue bem mais madura e continua avançando enquanto o PS5 engatinha.

Por muito tempo, falar em desbloquear um PlayStation 5 parecia coisa de quem guardava um console antigo na gaveta e acompanhava fóruns com lupa.

Em setembro de 2026, a história mudou de tamanho.

A cena de modificações do PS5 avançou com um exploit que atinge firmwares bem mais recentes. No mesmo período, projetos experimentais passaram a investigar algo que durante anos soava distante: emular o PS5 em um computador.

Isso não significa que exista um emulador mágico capaz de rodar a biblioteca inteira no Windows. Ainda estamos longe disso. Mas, pela primeira vez, há sinais concretos de que essa pesquisa saiu do terreno da especulação.

O que aconteceu com o desbloqueio do PS5

O avanço que repercutiu no fim de setembro se chama Relapse.

Segundo a Ars Technica e o Tom’s Hardware, a exploração funciona em consoles PS5 e PS5 Pro com firmware entre 7.00 e 13.60. Na prática, isso amplia bastante a janela em relação a exploits antigos, que só serviam em aparelhos parados no tempo há anos.

O método parte de uma falha no navegador do console e sobe até acesso de baixo nível ao sistema. A partir daí, a comunidade consegue carregar ferramentas como o etaHEN, abrindo espaço para homebrew, modificações e emuladores rodando no próprio PS5.

A pegadinha vem logo em seguida.

Atualizar o console pode fechar essa porta.

A versão 14.00 do firmware, lançada em meados de setembro, não é compatível com o Relapse. E jogos novos costumam exigir o sistema mais recente. Fica o dilema clássico: manter o firmware vulnerável ou atualizar para continuar jogando os lançamentos.

É um jogo de gato e rato entre a Sony e a pesquisa de segurança.

Isso facilita emular PS5 no PC?

Não automaticamente.

Desbloqueio e emulação não são a mesma coisa. Um não garante o outro.

Mas os dois dependem de algo parecido: entender de verdade como o console funciona. CPU, GPU, sistema, memória, arquivos executáveis. Quanto mais esse mapa fica claro, mais ferramentas aparecem — no console aberto e, eventualmente, no computador.

O PS5 já pode ser emulado no PC?

A resposta curta:

Sim, experimentalmente. Não, como experiência de usuário.

O SharpEmu é um emulador experimental de PlayStation 5 para Windows, Linux e macOS. O repositório do projeto descreve que ele já carrega o eboot.bin de jogos, executa instruções nativas da CPU e implementa partes da infraestrutura do sistema. Alguns títulos chegam a etapas de vídeo.

Há uma diferença enorme, porém, entre:

“o jogo iniciou”

e

“o jogo funciona”.

O próprio SharpEmu deixa explícito: ainda não há experiência jogável. Trate qualquer avanço como marco técnico, não como convite para instalar e jogar.

Então estamos perto de jogar PS5 no PC?

Ainda não.

Emulação de console moderno é trabalho de anos. Não basta um PC potente: o software precisa reproduzir comportamentos que originalmente acontecem dentro do hardware e do sistema do console.

Enquanto isso, a geração anterior segue bem mais adiantada. O shadPS4, emulador de PlayStation 4, chegou à versão 0.19.0 em outubro de 2026 e já executa diversos jogos, ainda se considerando um projeto em desenvolvimento.

Esse amadurecimento do PS4 funciona quase como laboratório. A arquitetura do PS5 não é só “um PS4 mais forte”, mas há ferramentas, lições e infraestrutura que ajudam a pesquisa da plataforma nova.

E quem só quer jogar, muda alguma coisa?

Por enquanto, pouco.

Se o seu PS5 está atualizado e a prioridade é jogar os títulos do dia, não há motivo prático para correr atrás de jailbreak — e há risco real de banimento de conta e de ficar fora de jogos que exigem firmware novo.

Se a ideia é revisitar gerações antigas no computador, o cenário é outro: PS1, PS2, PSP e até PS4 têm projetos em estágios bem diferentes de maturidade. O PS5 ainda está no começo dessa fila.

Para pesquisadores e entusiastas, 2026 pode ficar marcado como o ano em que a emulação do PS5 deixou de ser só rumor e ganhou experimentos públicos concretos.

O que fica dessa história

Enquanto a Sony fecha e atualiza o console, a comunidade tenta mapear o que existe por trás das barreiras. Mais informação gera mais ferramentas. Mais ferramentas geram mais experimentos. E experimentos, com o tempo, viram emuladores mais completos.

Ninguém está prometendo um “RPCS5” pronto amanhã. Provavelmente serão anos até a emulação do PS5 chegar perto do que o público imagina quando ouve essa palavra.

Mas existe diferença entre dizer “não existe” e dizer “está começando”.

Em 2026, o PS5 entrou nessa segunda categoria.

O console ainda está bem protegido. A emulação ainda engatinha. As primeiras peças do quebra-cabeça, porém, já estão sobre a mesa.

Perguntas rápidas

Dá para emular PS5 no PC hoje?

Só de forma experimental. O SharpEmu consegue carregar jogos e avançar em partes técnicas, mas o próprio projeto deixa claro que ainda não há experiência jogável.

Se eu atualizar o PS5, perco o jailbreak?

Na prática, sim para o Relapse: o exploit cobre até o firmware 13.60. A versão 14.00, lançada em setembro de 2026, já fica de fora, segundo a Ars Technica e o Tom's Hardware.

Jailbreak é a mesma coisa que emulação?

Não. Desbloqueio abre o próprio console para software não oficial. Emulação tenta reproduzir o console dentro de um computador. São caminhos diferentes que às vezes se alimentam do mesmo conhecimento técnico.

De onde tiramos isso

Nível de apuração: alto — o fato central foi confirmado por mais de um veículo.

Texto original do Zunido, escrito a partir das fontes acima. Viu um erro? Avise a gente — corrigimos e registramos a correção.

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