Desbloqueio do PS5 avança e emulação no PC ganha novo fôlego
O jailbreak Relapse amplia a janela de firmwares vulneráveis. Em paralelo, projetos experimentais começam a explorar a emulação do PS5 no computador — ainda longe de apertar play e jogar.

Em 1 minuto
- O exploit Relapse permite jailbreak em PS5 e PS5 Pro com firmware entre 7.00 e 13.60; a versão 14.00 fica de fora.
- Com o console aberto, dá para rodar homebrew, modificações e emuladores — mas atualizar o sistema costuma fechar a porta.
- No PC, o SharpEmu já carrega executáveis de jogos de PS5 de forma experimental; a experiência jogável ainda não chegou.
- A emulação de PS4, com o shadPS4, segue bem mais madura e continua avançando enquanto o PS5 engatinha.
Por muito tempo, falar em desbloquear um PlayStation 5 parecia coisa de quem guardava um console antigo na gaveta e acompanhava fóruns com lupa.
Em setembro de 2026, a história mudou de tamanho.
A cena de modificações do PS5 avançou com um exploit que atinge firmwares bem mais recentes. No mesmo período, projetos experimentais passaram a investigar algo que durante anos soava distante: emular o PS5 em um computador.
Isso não significa que exista um emulador mágico capaz de rodar a biblioteca inteira no Windows. Ainda estamos longe disso. Mas, pela primeira vez, há sinais concretos de que essa pesquisa saiu do terreno da especulação.
O que aconteceu com o desbloqueio do PS5
O avanço que repercutiu no fim de setembro se chama Relapse.
Segundo a Ars Technica e o Tom’s Hardware, a exploração funciona em consoles PS5 e PS5 Pro com firmware entre 7.00 e 13.60. Na prática, isso amplia bastante a janela em relação a exploits antigos, que só serviam em aparelhos parados no tempo há anos.
O método parte de uma falha no navegador do console e sobe até acesso de baixo nível ao sistema. A partir daí, a comunidade consegue carregar ferramentas como o etaHEN, abrindo espaço para homebrew, modificações e emuladores rodando no próprio PS5.
A pegadinha vem logo em seguida.
Atualizar o console pode fechar essa porta.
A versão 14.00 do firmware, lançada em meados de setembro, não é compatível com o Relapse. E jogos novos costumam exigir o sistema mais recente. Fica o dilema clássico: manter o firmware vulnerável ou atualizar para continuar jogando os lançamentos.
É um jogo de gato e rato entre a Sony e a pesquisa de segurança.
Isso facilita emular PS5 no PC?
Não automaticamente.
Desbloqueio e emulação não são a mesma coisa. Um não garante o outro.
Mas os dois dependem de algo parecido: entender de verdade como o console funciona. CPU, GPU, sistema, memória, arquivos executáveis. Quanto mais esse mapa fica claro, mais ferramentas aparecem — no console aberto e, eventualmente, no computador.
O PS5 já pode ser emulado no PC?
A resposta curta:
Sim, experimentalmente. Não, como experiência de usuário.
O SharpEmu é um emulador experimental de PlayStation 5 para Windows, Linux e macOS. O repositório do projeto descreve que ele já carrega o eboot.bin de jogos, executa instruções nativas da CPU e implementa partes da infraestrutura do sistema. Alguns títulos chegam a etapas de vídeo.
Há uma diferença enorme, porém, entre:
“o jogo iniciou”
e
“o jogo funciona”.
O próprio SharpEmu deixa explícito: ainda não há experiência jogável. Trate qualquer avanço como marco técnico, não como convite para instalar e jogar.
Então estamos perto de jogar PS5 no PC?
Ainda não.
Emulação de console moderno é trabalho de anos. Não basta um PC potente: o software precisa reproduzir comportamentos que originalmente acontecem dentro do hardware e do sistema do console.
Enquanto isso, a geração anterior segue bem mais adiantada. O shadPS4, emulador de PlayStation 4, chegou à versão 0.19.0 em outubro de 2026 e já executa diversos jogos, ainda se considerando um projeto em desenvolvimento.
Esse amadurecimento do PS4 funciona quase como laboratório. A arquitetura do PS5 não é só “um PS4 mais forte”, mas há ferramentas, lições e infraestrutura que ajudam a pesquisa da plataforma nova.
E quem só quer jogar, muda alguma coisa?
Por enquanto, pouco.
Se o seu PS5 está atualizado e a prioridade é jogar os títulos do dia, não há motivo prático para correr atrás de jailbreak — e há risco real de banimento de conta e de ficar fora de jogos que exigem firmware novo.
Se a ideia é revisitar gerações antigas no computador, o cenário é outro: PS1, PS2, PSP e até PS4 têm projetos em estágios bem diferentes de maturidade. O PS5 ainda está no começo dessa fila.
Para pesquisadores e entusiastas, 2026 pode ficar marcado como o ano em que a emulação do PS5 deixou de ser só rumor e ganhou experimentos públicos concretos.
O que fica dessa história
Enquanto a Sony fecha e atualiza o console, a comunidade tenta mapear o que existe por trás das barreiras. Mais informação gera mais ferramentas. Mais ferramentas geram mais experimentos. E experimentos, com o tempo, viram emuladores mais completos.
Ninguém está prometendo um “RPCS5” pronto amanhã. Provavelmente serão anos até a emulação do PS5 chegar perto do que o público imagina quando ouve essa palavra.
Mas existe diferença entre dizer “não existe” e dizer “está começando”.
Em 2026, o PS5 entrou nessa segunda categoria.
O console ainda está bem protegido. A emulação ainda engatinha. As primeiras peças do quebra-cabeça, porém, já estão sobre a mesa.
Perguntas rápidas
Dá para emular PS5 no PC hoje?
Só de forma experimental. O SharpEmu consegue carregar jogos e avançar em partes técnicas, mas o próprio projeto deixa claro que ainda não há experiência jogável.
Se eu atualizar o PS5, perco o jailbreak?
Na prática, sim para o Relapse: o exploit cobre até o firmware 13.60. A versão 14.00, lançada em setembro de 2026, já fica de fora, segundo a Ars Technica e o Tom's Hardware.
Jailbreak é a mesma coisa que emulação?
Não. Desbloqueio abre o próprio console para software não oficial. Emulação tenta reproduzir o console dentro de um computador. São caminhos diferentes que às vezes se alimentam do mesmo conhecimento técnico.
De onde tiramos isso
O Zunido chega antes
A cada dois dias, o que importa, explicado em 5 minutos. Sem spam, sai quando quiser.


