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Ciência

Chuva de meteoros do cometa Halley: como ver as Orionídeas no céu de outubro

O Halley só volta em 2061, mas os pedacinhos que ele deixou pelo caminho riscam o céu todo outubro. Melhor horário, para onde olhar e por que não precisa de telescópio.

Por Redação Zunido · · 3 min de leitura

Céu noturno estrelado
Foto: autor desconhecido / rawpixel · CC0 1.0

Em 1 minuto

  • As Orionídeas são formadas por poeira deixada pelo cometa Halley e têm o pico por volta de 21 e 22 de outubro.
  • O melhor horário é da madrugada até antes do amanhecer, olhando para o leste, perto da constelação de Órion.
  • Não precisa de telescópio: basta um lugar escuro, paciência e uns 20 minutos para os olhos se acostumarem.

O cometa Halley é uma celebridade tímida: aparece uma vez a cada 76 anos, mais ou menos, e só volta em 2061. Mas, todo outubro, ele manda lembranças. A Terra atravessa a trilha de poeira que o cometa deixou pelo caminho, e esses grãozinhos entram na atmosfera a dezenas de quilômetros por segundo, virando riscos de luz no céu.

Esse espetáculo tem nome: Orionídeas. E segundo o Terra e o Jornal da Franca, ele já está em andamento neste mês, visível no Brasil.

Quando olhar

A chuva de meteoros fica ativa durante boa parte de outubro e começo de novembro, mas tem um pico por volta de 21 e 22 de outubro. São essas as noites com mais chance de ver vários meteoros.

O melhor horário é depois da meia-noite até pouco antes do amanhecer. É quando a região do céu de onde os meteoros parecem sair está mais alta no horizonte.

Em condições ideais, longe das luzes da cidade, dá para ver algo como 15 a 20 meteoros por hora no pico. Na prática, numa cidade grande, o número cai bastante. Mas ver três ou quatro já paga a noite.

Para onde olhar

O nome vem da constelação de Órion, de onde os meteoros parecem nascer. Para achar, procure as Três Marias, aquelas três estrelas alinhadas que quase todo brasileiro já viu. Elas fazem parte de Órion.

Na madrugada de outubro, Órion aparece do lado leste e vai subindo ao longo da noite. Mas não precisa ficar olhando fixo para ela: os meteoros riscam o céu inteiro. O ideal é olhar para uma área ampla, um pouco afastada das Três Marias.

Tá, e como eu vejo de verdade?

Observar chuva de meteoros é mais paciência do que equipamento.

  • Esqueça o telescópio e o binóculo. Eles fecham o campo de visão. O melhor instrumento é o olho nu.
  • Fuja da luz. Quanto mais escuro o lugar, melhor. Sítio, praia, mirante ou até um terraço com as luzes apagadas já ajudam.
  • Dê 20 minutos para os olhos. É o tempo para a visão se adaptar ao escuro. Olhar o celular nesse meio-tempo zera a adaptação. Se precisar, use a tela no brilho mínimo.
  • Deite. Uma cadeira de praia reclinada ou uma canga no chão evita torcicolo e deixa você ver mais céu.
  • Confira a previsão do tempo e a Lua. Nuvens acabam com a festa, e uma Lua muito cheia ofusca os meteoros mais fracos.
  • Leve casaco. Madrugada de outubro esfria mais do que parece em muitas regiões.

Outras atrações do céu neste mês

Outubro anda movimentado lá em cima. No dia 6, a Lua passou na frente de Júpiter e o escondeu por alguns minutos, numa ocultação que, segundo as reportagens, foi visível principalmente na América do Norte. E as matérias sobre as Orionídeas também lembram a Lua cheia do mês, apelidada de “Lua do Caçador”.

Por que vale a pena perder um pouco de sono

Cada risco de luz das Orionídeas é um grão de poeira, muitas vezes menor que um grão de areia, que se soltou do Halley há séculos. Ele viajou pelo Sistema Solar até se desfazer, em um segundo, a uns 100 quilômetros da sua cabeça.

Você não vai estar aqui para o próximo encontro com o Halley? Talvez esteja, em 2061. Mas o pedacinho dele que passa neste outubro, esse é garantido.

De onde tiramos isso

Texto original do Zunido, escrito a partir das fontes acima. Viu um erro? Avise a gente — corrigimos e registramos a correção.

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